

Lido no Site: http://etilicos.com
Você já ouviu falar em amor a primeira vista? Foi o que eu senti ao ver essa cerveja na prateleira do supermercado. Mas é impossível falar dessa cerveja sem antes falar de um pouco de história.
A Batalha de Waterloo, por William Sadler.
A Batalha de Waterloo, teve início em 18 de Junho de 1814 em Waterloo, Bélgica e foi um combate decisivo entre forças francesas, britânicas, russas, prussianas, austríacas e se deu nas proximidades da aldeia belga de Waterloo. Ocorreu durante os Cem Dias de Napoleão, entre seu exército de 72 mil homens recrutados às pressas e o exército aliado de 68 mil homens comandados pelo britânico Arthur Wellesley, Duque de Wellington, (com unidades britânicas, neerlandesas, belgas e alemãs), antes da chegada dos 45 mil homens do exército prussiano.
Napoleão Bonaparte perdeu a batalha de Waterloo contra a Inglaterra e a Prússia. Assim, as potências européias encerraram o império de Napoleão I, obrigando-o a abdicar pela segunda vez e o deportando para Santa Helena.
Depois dessa aula digna de Telecurso 2000, vamos falar da cerveja, que é o que realmente nos interessa.
A Waterloo Double 8 Dark é possui uma bela aparência de uma típica double belga. Logo ao despejá-la no copo, forma-se um creme volumoso, denso e persistente de cor caramelo sobre seu líquido negro, mas levemente avermelhado contra a luz. Já seu aroma quase imperceptível, de malte, caramelo, álcool e também há notas de frutas vermelhas, levedura e malte tostado. No paladar, seu sabor é bastante suave notamos o frutado exposto no aroma e além dele, há ainda um amargor do malte no retrogosto. Apesar de 8.5% ABV de álcool, esse se faz pouco presente.
INFORMAÇÕES:
Cervejaria: Du BOCQ
Site: http://www.bocq.be
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 8.5% ABV
Copo ideal: Cálice
VEREDICTO:
Primeiramente gostaria de destacar o rótulo e a história dessa cerveja, é muito prazeroso toma-lá sabendo que foi usada por soldados em batalha para aumentar o seu moral. O rótulo é sem igual, muito bem bolado. A cerveja tem um conjunto harmônico e agradável. Não é uma cerveja marcante, mas vale a pena, inclusive se observarmos o custo-benefício.O acordo foi assinado nesta terça-feira em Paris, entre o Governo argentino, o Governador da província de Santiago del Estero, a OSD e a Dorna Sports, garantindo a presença do Campeonato do Mundo de MotoGP na Argentina a partir de 2013.
Presentes para a assinatura do acordo estiveram o Presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que contou com a companhia do Ministro do Turismo Enrique Meyer, o Governador da província de Santiago del Estero, Gerardo Zamora, e o Directo Executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta.
O Grande Prémio da Argentina vai ter lugar no Autódromo Termas de Río Hondo, na província de Santiago del Estero, fruto do acordo de três épocas assinado entre o promotor e a Dorna.
O acordo implica a realização das necessárias obras de renovação para que o circuito respeite os requisitos de segurança do MotoGP.
Fonte MotoGP.com
As voltas de Myers ao traçado de 4,218 km estão marcadas paras as 16 horas locais, com o Red Bull Indianapolis GP a ter lugar no mesmo traçado de 26 a 28 de Agosto.
“Não há palavras para descrever o quão excitada estou por rodar com a Suzuki GSV-R em Indy durante o fim-de-semana de MotoGP deste ano,” disse Myers. “Falámos sobre isto no ano passado, mas as coisas não funcionaram, pelo que agora dou o meu muito obrigado a todos os envolvidos que tornaram isto possível. Quando me sentei na moto no ano passado senti que tinha sido feita para mim. Agora, ser capaz de fazer algumas voltas com ela será muito bom. Estou mesmo desejosa pelo fim-de-semana.”
Myers, de 17 anos, terminou a Divisão Oeste do AMA Pro SuperSport em quinto esta época, apesar de ter falhado duas corridas devido a lesões. Ela somou um pódio no Barber Motorsports Park, perto de Birmingham, Alabama.
Natural da Califórnia, Myers fez história na época passada ao tornar-se na primeira mulher a vencer uma corrida da AMA Pro, na ronda da Infineon Raceway, em Sonoma, Califórnia. Essa vitória ajudou-a a terminar o Campeonato SuperSport Oeste em segundo em 2010.
“Estamos muito contentes por darmos esta oportunidade à Elena para ela poder compreender como funciona a Suzuki de MotoGP,” disse Denning. “Ela é uma piloto muito talentosa – não para “uma rapariga” – ela é rápida e ponto!”
“O MotoGP é o topo da ambição de todos os pilotos e não são muitos os que rodaram com a última versão da GSV-R 2010 – o Bautista, o Hopkins, o Aoki e agora a Elena! Creio que será também a única mulher que alguma vez rodou com uma 800cc de MotoGP. Seja como for, esperamos que ela goste da experiência.”
fonte: motoonline.com.br
A Guinness é uma cerveja irlandesa cuja história teve início em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua cerveja. Em 1862 adotou a Harpa irlandesa como símbolo.
Com quase 300 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura.
A cerveja Guinness é produzida localmente em 55 países e comercializada num
total de 155 países, possuindo 80% de participação no mercado mundial de cerveja preta. Ao redor do mundo, 170 mil pubs consomem 10 milhões de copos (pints) de Guinness diariamente.
Guinness é a sexta cervejaria do mundo, proprietária das marcas Harp, Kilkenny, Red Strip, Kaliber e participante de fusões com cervejarias locais ao redor do mundo. Suas vendas chegam a de 2,7 bilhões de litros de cerveja por ano.
A Guinness Draught é uma cerveja tipo Stout, de alta fermentação, feita com percentual de malte torrado, que lhe confere sua marcante cor rubi-vermelho escura e um paladar tostado. O lúpulo utilizado confere à Guinness um distinto sabor, com excelente balanço entre o amargor e a doçura. Sua espuma densa e cremosa torna a Guinness uma cerveja extremamente saborosa e mais robusta que qualquer cerveja super-premium.Litros e litros de água + comida gordurosa + descanso. Essa é a receita tradicional para rebater aquela ressaca infernal que acontece depois de uma noite de farra. Para você que não tem o dia inteiro para perder com dor de cabeça, boca seca, náusea e outros males do excesso de diversão, aqui vão oito itens fáceis de encontrar que devem entrar para o seu kit cura-ressaca.
E pra você, qual o melhor remédio para curar aquela ressaca?
Muitas vezes andamos em grupo e alguns não sabem os sinas usados pelos demais que seguem junto ao grupo pelas estradas.
Por este motivo resolvi escrever sobre isso
Opiniões são bem vindas; Já adianto que tais ” SINAS “, poderão variar de grupo para grupo.
Isto também poderá ser, discutido com o grupo ou pelo líder de pelotão, como sucederá o percurso e os sinais o qual serão utlizados, antes de sair para a estrada. O chamado Briefing, ( informações passadas em uma reunião antes de sair para a estrada ).
Isto tudo, busca interatividade com o grupo e visa segurança de todos.
A seguir, postarei o que comumente usamos quando rodamos juntos e algumas dicas dadas pelo Sargento da PM Villarino, ( um dos responsáveis da introdução da Rocan, em São paulo ), que nos passou no Curso de Escolta, Ministrado no 7º Batalhão de Policia Militar de São Paulo, no ano de 2010, com apoio da Rádio AMM .
No deslocamento, todos do grupo são responsáveis um pelo outro, o da frente pelo de tráz e assim por diante, sempre buscando o irmão no retrovisor.
A distância entre motos, deverá ser de mais ou menos 6 metros, tomando o cuidado para não formar buraco em meio ao pelotão, grupo ou comboio, ( tres ou mais motos, em fila ou em iterceção se locomovendo em rodovias ), evitando assim que entre carro no meio do grupo.
Pois neste caso dificultaria a visão de Líder e Anjo, com relação ao grupo, onde Líder, membro do grupo, que conhece o caminho e estrada, que levará o grupo ao destino.
Este vai a frente de todo o grupo, determinado a faixa de rodagem a ser utilizada, sempre buscando deixar a esquerda, livre para utrapassagens e observando o melhor caminho para segurança do grupo ou pelotão e deste que partirá os sinas, que o grupo repassará um para outro.
Anjo, membro que vai atráz de todo grupo, mantendo-se dentro da faixa que estiverem rodando à esquerda e interagindo com o Líder, pois este é, quem vai fechar a passagem, trazendo a segurança ao grupo de possíveis surpresas, ( da que temos muitas vezes na estrada de pessoas com carros que quase raspam em nós ao ultrapassar ).
O anjo estando a esquerda da faixa, o seguinte a sua frente, estará a direita e assim por diante, até chegar no líder.
Desta maneira, da pra se ter uma visão completa do grupo, tanto do líder, bem como do anjo. Este por sua vez, assim que o líder sinalizar mudança de faixa,( usando os piscas e sinais, todos o seguirão ), será o primeiro a sair, para que os demais a frente façam o mesmo, seguindo um estilo dominó.
E quando se der a ultrapassagem, o líder voltará para a faixa em que estava e os demais o seguirão sendo o anjo o último a voltar. Quando de algúem pedindo ultrapassagem, o anjo dará um toque de buzina, ( se necessário ), ao membro da frente e sinalizará sua saída para que se de a ultrapassagem de quem vem atráz e assim sucessivamente. ( em grandes pelotões, o uso de intecomunicadores, ajuda bastante a comunicação Líder/Anjo ).
Vice líder,[e aquele que segue logo após o líder, que também conhece o caminho e assumirá a liderança, caso haja dúvidas ou sinal para que seja assumido a ponta, este sinal é dado pelo líder.
2º Anjo , antipenúltimo, membro que assumirá o lugar do anjo caso ocorra alguma eventualidade, ou ficará no apoio, caso da quebra de alguma moto.
Vamos então aos SINAIS:
Sempre dados com a mão esquerda ou salvo excessão:
Sempre que um membro sair da posição, ocupar o lugar a frente para que não fique buracos.
Algumas vezes ocorre de algum MOTOQUEIRO, infiltrar se em meio ao grupo, levando a serpentiar ou sair da formação, trazendo perigo a membro do grupo, pela maneira de pilotagem , caberá ao Anjo, ( que tenha mais experiência), força-lo a sair da formação sutilmente, emparelhando ao lado deste e pedindo gentilmente que saia.
Atenção os membros, com menos experiência, ocuparão espaço em meio ao grupo.
Posição Intercalada Posição indiana
| ¬ Líder | ¬ Líder
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| |
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| ¬ Anjo | ¬ Anjo
Desta forma o deslocamento se dará seguro e agradável, fazendo se ter cada vez mais prazer em rodar junto de amigos ou melhor dizendo de irmãos.
Além de que é bonito de se ver isto nas estradas, não concordão ?
HISTORIA DO MOTO-CLUBISMO
A história do motociclismo de estrada esta diretamente associada à história dos moto-clubes. A seguir faremos um breve relato dos principais fatos que colaboraram para a edificação deste estilo tão cultuado.
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Data de 1868 a construção da primeira motocicleta, apesar do crescimento do interesse sobre esta máquina fantástica estar cercando a virada do século XX. Desde os primórdios, ela já despertava o instinto de liberdade naqueles poucos que ousavam desafiá-la. Não demorou muito para que esses primeiros motociclistas percebessem as vantagens de viajar em grupo – apesar de que andar de moto já é inevitavelmente um ato solitário -. Já na primeira década do século XX se organizavam corridas de motos, o que aumentaria consideravelmente o interesse a admiração por este novo meio de transporte e conseqüentemente a criação de clubes que nada mais eram que entidades sociais de indivíduos que andavam de moto juntos. Neste período nasce o Moto Clube do Brasil primeira associação motociclística brasileira nos moldes de uma associação, cuja sede ainda hoje resiste no Rio de Janeiro.
Estas associações persistiram até a década de trinta quando apareciam nos EUA os primeiros moto-clubes com tendências mais rígidas. Nesta época eram produzidas mais de 200 marcas de motocicletas, mas o mercado consolidou apenas três: Harley Davidson, Indian e Excelsior, que juntas respondiam por 90% das vendas. Nesta década a grande depressão devastou a indústria e apenas a Harley Davidson conseguiu sobreviver, apesar de a Indian ter se mantido até 53 e retornado na década de 90.
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Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos membros das forças armadas americanas foram desmobilizados e não conseguiram se readaptar vida da sociedade “normal” – deixando de lado aqui, o princípio da normalidade-. Era deprimente para eles, a rotina de trabalho, família, hipotecas, faculdades e etc. Acostumados com a adrenalina depois de tanto tempo vivendo no limite e ao mesmo tempo querendo desfrutar ao máximo a liberdade e o próprio fato de estarem vivos de volta ao seu país. Aos poucos foram se reunindo e encontraram na motocicleta o meio para satisfazer seu estilo de vida ideal. As motocicletas estavam baratas, vendidas como excesso de material nos leilões militares. Logo esses indivíduos passaram a compartilhar os fins de semana, mas aos poucos quando chegava à segunda-feira, nem todos iam para casa, transformando o clube de motocicletas do fim de semana em uma família de irmãos substitutos em tempo integral.
Principalmente na Califórnia os veteranos formaram centenas de pequenos moto clubes como: Pissed of Bastards, Jackrabbits, 13 Rebels e os Yellow Jackets. Os membros usavam suéteres do clube e rodavam juntos nos fins de semana. Lentamente formalizaram os escudos, as cores, que passaram a defender com sua honra, adaptando a hierarquia militar em uma estrutura de irmandade, subliminada sob os cargos eletivos das associações. Alguns clubes pre-existentes se readaptaram facilmente a esta nova filosofia, outros simplesmente desapareceram, o que não aconteceria no Brasil, os clubes Brasileiros não se adaptaram, continuando como associações ou se extinguindo.
A A.M.A. (American Motorcycle Association) logo percebeu que a guerra havia exposto muitos americanos as motocicletas e que os veteranos voltaram com experiências fantásticas em cima das Harley Davidson WA45, experiências estas, que eles fariam tudo para continuar vivenciando. Ansiosa em manter estes novos motociclistas, a A.M.A. passou a organizar competições, viagens e gincanas com um entusiasmo renovado. Entretanto a guerra não é o exercício mais saudável para a mente de quem combate no front e estes novos motociclistas farreavam muito mais que os motociclistas tradicionais. Sua rotina se resumia quase sempre a festas, disputas, bebedeiras e como era inevitável, algumas brigas. Talvez buscando retomar o tempo perdido. A população tolerava esses excessos porque os motociclistas tinham a seu favor o fato de terem defendido seu país na guerra, apesar de tudo isso estar sendo financiado pelas pensões do governo, o que posteriormente pesaria contra os veteranos, quando saindo da depressão a América tentava otimizar seus custos com o apelo do apoio da população.
Foi em Hollister (CA) que o mito da marginalidade se concretizou, um fim de semana negro era o que faltava ao puritanismo americano e a mídia sensacionalista para taxar os motociclistas de foras da lei e os moto-clubes de gangues. Neste período a polícia e os comerciantes criaram uma serie de alternativas nos locais onde eram realizados os encontros para contornar esta aclamada rebeldia, como fechar duas horas mais cedo e até deixar de servir cerveja. Os jornais estampavam manchetes sensacionalistas como “Revoltas… motociclistas assumem Cidade” e “Motociclistas destroem Hollister”. Até a Revista Life estampou uma fotografia de página inteira de um motociclista em uma Harley, com uma cerveja em cada mão, a A.M.A. se viu então diante de um pesadelo, denunciou os Bastards, culpando-os pelos incidentes e tentando mostrar a sociedade que todos os motociclistas não poderiam ser culpados pelo vandalismo de um único Moto clube.
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Com o passar do tempo, ficou cada vez mais difícil separar os mitos da realidade. Quando Hollywood dramatizou o fim de semana de Hollister no filme de 1954 O Selvagem “The Wild One” com Marlom Brando, qualquer esperança de salvar a imagem dos motociclistas estava perdida. Os críticos pareciam incapazes de passar a idéia de que era puramente um filme sobre violência. Na realidade, há muito pouca violência pública em O Selvagem se comparado a muitos filmes de guerra da mesma época. O que parece ter perturbado os críticos era o fato de que a violência das jaquetas de couro estava de mãos dadas com a sexualidade contra a autoridade do puritanismo e dos ternos folgados.
Nós poderíamos não estar lendo este artigo agora se uma única cidade naquele momento concordasse em permitir a A.M.A. promover novamente um encontro de motociclistas, o que só aconteceu cinco meses após os acontecimentos de Hollister. Mas ao contrário do que os puritanos e a policia esperavam, tudo aconteceu em paz e os comerciantes locais abriram suas portas para receber os motociclistas. Mas a mídia sensacionalista e principalmente a revista Best ainda insistiam em mostrar os motociclistas como bêbados ou na pior das hipóteses sociopatas.
O que Hollywood conseguiu foi incentivar verdadeiros predadores a criarem moto clubes e constituir verdadeiras gangues, o que fez da década de 50, uma página negra na história do motociclismo. Nasce nesta época também a rivalidade entre alguns clubes e o senso de território.
As motos eram em sua grande maioria Harley’s e passaram a ser despojadas de tudo que não fosse essencial – velocímetro, lanternas, espelhos e banco de carona – com isso ficavam mais leves e ágeis nas disputas. Esse estilo de moto ficou conhecido como Bobber, que mais tarde deu origem as chopper, que eram motos modificadas para viagens – com frente alongada, banco com encosto e santo Antonio -.
A moto passou a ter grande importância como sendo um complemento da personalidade de seu dono, e como modificações eram sempre feitas pelos próprios motociclistas, não havia assim duas motos iguais.
A década de 50 também ficou marcada como a década de expansão dos MC’s Americanos para outros paises.
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A década de 60 foi fantástica para o movimento motociclistico. As motocicletas voltaram a ser tema de Holywood, Elvis Presley com Roustabout e Steve McQueen com A Grande Fuga, alavancaram uma série de filmes sobre o tema que chegou ao seu auge com Easy Riders. Finalmente vislumbra-se uma mudança imagem do motociclista com o início da fase romântica do motociclismo, que perdurou até o final da década de 70. Este período fixou o motociclística como ícone de liberdade e resistência para o sistema. Nesta década, mas precisamente em 1969, nasce no Rio de Janeiro, o primeiro moto clube Brasileiro que seguia a nova estrutura de hierarquia e irmandade dos Moto-clubes internacionais.
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Nesta década o estilo “motociclistico” assumiu uma nova imagem e vitalidade dentro do aspecto de ampliação de estilos de vida contemporâneos. Estes movimentos revitalizaram a reputação do motociclista e foram responsáveis por atrair motociclistas cujo único desejo era projetar a imagem de diversão saudável, contribuição à comunidade e a liberdade inerentes a experiência das Harley Davidson. Neste período, no Brasil, O Vigilante Rodoviário – Série produzida pela TV Tupi entre 61 e 62 – alimentava a imaginação aventureira de jovens e adultos. A década de setenta viu a disseminação dos moto-clubes pelo mundo, alguns se mantiveram fieis às antigas o Harley e outros se adaptaram a outras motos já que nesta década as motos japonesas começaram a dominar o mercado mundial. No Brasil, a instalação de montadoras japonesas e a lei que limitava a importação de motos, tornaram homens como Myster – falecido em 2002 – e os poucos moto clubes existentes, verdadeiros heróis da resistência. Brasil este que após lançar uma associação motociclística em conformidade com os padrões do inicio do século, padeceu sob um retardo de quase 60 anos na história do motociclismo de estrada mundial.
A partir do final da década de sessenta iniciou-se o movimento de moto-clubes dentro destas novas normas de conduta e irmandade. Os sessenta anos de atraso, foram diluídos nas décadas de 70 e 80. Vivenciamos então a fase romântica de encontros onde o único prazer era viajar para estar com os amigos ao pé de uma fogueira falando sobre motos viagens e sabe-se o que mais…..
Apesar de tudo, passamos também pelas outras fases, que culminaram com a popularização do estilo no Brasil a partir de 1996, quando inúmeros moto clubes passaram a ser criados.
Neste período, outra série de filmes como: A sombra de um disfarce e A vingança do justiceiro, insistiam em denegrir a imagem do motociclista.
Muitos fatores levaram a esta popularização: O crescente aparecimento de moto-clubes – na mídia especializada ou não – desfazia aquela aura de mistério e medo, com a liberação da importação, as fábricas japonesas pagando royalties a Harley para copiar seu desenho, a equiparação do dólar ao Real, a abertura de lojas da Harley no Brasil, os políticos visando um colégio eleitoral leal e abandonado e as prefeituras locais buscando ampliar o turismo em suas cidades.
Comercialmente falando, sangue sugas passaram a criar milhares de eventos por ano – que mais parecem festas juninas do que um encontro motociclistico, com o único intuito de ganhar dinheiro no rastro da popularidade. Isto fez com que a maioria dos moto clubes autênticos, raramente sejam vistos em eventos, passando a organizar cada vez mais viagens exclusivas.
Apesar de tudo, o espírito motociclistico ainda sobrevive no pensamento e na atitude daqueles que compreendem e respeitam seus valores e sua essência.
Este relato tem o único intuito de concatenar a história do motociclismo de estrada. Se você discorda de algum ponto ou conhece fatos que possam ser acrescentados à narrativa, por favor envie sua colaboração.
Texto de:
Fernando Marchi
Serra Negra S.P.
Fonte: http://motoaz.com.br/moto-clubismo/